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07/10/2014

O Jardim das Memórias - Amy Hatvany Opinião!!!!



O que me despertou o interesse por este livro foi sem dúvida a sinopse: trágica mas ao mesmo tempo profunda e sentimental, referente à relação entre pai e filha e à busca de resposta por um passado muito complexo.

À medida que me fui embrenhando na leitura notei que a narrativa se baseia numa alternância entre o presente e os episódios de infância da personagem principal Eden, pelas vozes tanto desta como do pai, David.

David, afectado por graves transtornos mentais e após uma tentativa de suicídio, vê-se obrigado pela força das circunstâncias a abandonar a família e isto marca toda a vida de Eden.

Assistir às descrições tanto de Eden durante a infância que procura fazer com que o pai se sinta bem, assim como de David, com todo o seu sofrimento, marcou-me profundamente e faz deste romance algo muito mais profundo: uma reflexão sobre a vida, sobre como de um dia para o outro tudo pode mudar no seio de uma família, como isso afecta todos os seus membros e como um Homem lida com o seu transtorno mental, de uma forma bastante sofrida e sem encontrar uma saída para a sua vida.

Passados vinte anos, Eden uma reputada chef de cozinha, tenta reencontrar o pai e nessa busca incessante vai ter a um albergue para sem abrigos que modificará para sempre a sua vida: aí conhece Jack por quem se apaixona e é ele que a ajuda nessa demanda.

Apesar de ser um livro comovente, a escritora Amy Hatvany consegue inserir pequenas notas de humor que descontraem o leitor por entre o drama de toda a vida de Eden. Paralelamente, a caracterização das personagens é muito bem estruturada e as descrições pessoais das mesmas fazem com que exista uma grande proximidade entre as mesmas e o leitor.

Esta é uma história que infere sobre diferentes temáticas sociais tais como o alcoolismo, a tentativa de suicídio, problemas mentais, o divórcio e alterna essas realidades com uma história de amor que vemos crescer gradualmente.

Em suma, é um livro marcante, que nos faz rir e chorar e pensar muito no sentido da vida!

20/11/2013

Assassino sem Rosto - Henning Mankell OPINIÃO!!!!

Editorial Presença|256 Páginas


Primeiro volume da série de livros protagonizada por Kurt wallander,  investigador da polícia de Ystad.


Dois idosos são brutalmente assassinados na sua quinta e wallander é chamado a investigar. 


Wallander tem uma série de problemas pessoais por resolver e tenta que isso não o prejudique nas investigações. 


Tudo ganha novo impulso quando se começa a desconfiar que os prováveis assassinos são estrangeiros, muito provavelmente refugiados e é nesse contexto que surgem revoltas, sobretudo de neo nazis que são contra qualquer tipo de protecção a refugiados ou estrangeiros, seja de que nacionalidade forem.  Asim, temos um quadro social da Suécia aquando da narrativa, ou seja, em 1991,  e que dá bem que pensar. 


O tema central deste policial é a Xenofobia e o racismo e Henning Mankell traça uma descrição dos Suecos nada favorável a esse respeito.


Este é um polícial que, na minha opinião,  peca por duas coisas: primeiro não tem muita acção e segundo o final não é nada surpreendente. 


Sinceramente estava a contar com mais mas o que me cativou nesta leitura foi mesmo a personagem Kurt wallander,  que me parece ser um poço de surpresas! A ver vamos nos próximos livros que compõem esta série...

Sobre o Autor:
Henning Mankell nasceu em Estocolmo, no ano de 1948. Durante muito tempo foi dramaturgo e director de teatro. Actualmente é o Director do Teatro Avenida em Maputo, Moçambique. Desde 1990 que consagrou a sua obra literária aos policiais encabeçados por Kurt Wallander, tendo, até ao momento, uma série de oito livros publicados. Em Kurt Wallander, Henning Mankell procurou recriar um policia "à moda antiga" que tenta, a todo o custo, lutar contra uma Suécia moderna em que imperam ideias racistas e de extrema violência. Através de uma mistura única entre o Noir americano e a melancolia existencial comum aos europeus, Mankell descreve um mundo onde o crime é solucionado através de inspiração pura ou por simples trabalho enfadonho, e onde o espectro da nossa própria mortalidade é uma condição intrínseca e incontornável para cada um de nós.

Classificação: 5 - Bom

Período de Leitura : De 25 a 30 de Outubro de 2013

26/02/2013

Fetiche - Tara Moss OPINIÃO!!!



Edição/reimpressão: 2012

Páginas: 320

Editor: Porto Editora

ISBN: 978-972-0-04101-2

Coleção: ALTA TENSÃO




 
Sinopse:
Makedde Vanderwall é estudante de Psicologia Forense e, nas horas vagas, modelo internacional. Contactada pela agência para realizar alguns trabalhos de moda e relançar a sua carreira, viaja até Sydney, aproveitando a oportunidade para visitar a sua melhor amiga, Catherine Gerber. Mas as passarelas e as intrigas do mundo da moda depressa perdem importância quando Mak tropeça literalmente no corpo mutilado da amiga. Catherine é a mais recente vítima do «assassino dos stilettos», um homicida cruel que sequestra as suas presas e as tortura, para em seguida as matar. Incapaz de se afastar da investigação, Mak ver-se-á enredada num mortífero jogo do gato e do rato, longe de saber que ela própria se tornou na obsessão de um sádico psicopata...

Razões da escolha do livro: Livro policial, género literário que já não lia há algum tempo.

Proveniência:  A minha biblioteca. Comprado na Feira do Livro 2012.

A minha Opinião:
Em psicologia o fetichismo é uma parafilia. O objeto do fetiche é a representação simbólica de penetração, tem conotação sexual, é um objeto parcial e não representa quem está por trás do objecto. Os fetiches mais comuns na sociedade ocidental são os pés, os sapatos e a roupa íntima.

Os apreciadores de romances policiais, depois de lerem muitos romances, ficam com vontade extra de lerem algo com assassínios e mais acção. Foi exactamente o que me aconteceu e, por isso, resolvi pegar neste “Fetiche”.

Contrariamente à grande maioria dos policiais, cuja personagem central é um (a) detective ou alguém qualificado para solucionar os homicídios, em Fetiche a personagem principal é uma modelo que estuda Psicologis Forense . Makedde Vanderwall.

Esta particularidade é bastante interessante porque, para além dos vulgares “ingredientes” policiais, ficamos a conhecer melhor também os meandros do mundo da moda, pontuados sobretudo por intrigas e muito glamour.

É neste cenário que, em Sydney, Mak encontra o corpo da sua grande amiga Catherine Gerber. O cenário hediondo e os crimes que se seguem requerem a intervenção de um profissional e é nesse contexto que surge Flynn – um detective  que se vê confrontado com este Serial Killer que tortura as suas vítimas e tem uma estranha obsessão ou Fetiche por pés e por sapatos, sendo denominado de “assassino dos stilettos”.

A descrição dos crimes e da visão de cada personagem, inclusive do próprio assassino conferem um carácter imparável à narrativa, não existindo praticamente momentos mortos e há, ainda, muito suspense.

Como não podia deixar de ser, o romance também acontece neste livro e é difícil ficarmos indiferentes a essa realidade. Pelo menos pessoalmente adoro um pouco de romance na vida como em qualquer livro.

À medida que avançamos na leitura ficamos cada vez mais “presos” ao livro, às personagens e à suspeita de quem será realmente o assassino e quais as motivações que o conduzem.

O final é surpreendente, tem uma forte conotação psicológica e fica em aberto, deixando os leitores na expectativa para a continuação desta história!

Gostei bastante desta leitura, da narração e do suspense e fiquei com muita vontade de seguir esta série de livros de Tara Moss.

É um bom policial que recomendo!

O melhor: O suspense, as descrições dos crimes, o toque de romance e o final.

O pior: Termos de aguardar pelo próximo livro da série.

A Autora:
Depois de triunfar como top model internacional, Tara Moss tornou-se numa das escritoras australianas de maior sucesso. Licenciada em Jornalismo em 1997, venceria o Scarlet Stiletto Young Writer's Award no ano seguinte com o conto Psycho Magnet. Desde então os seus romances receberam prestigiosos prémios na Austrália e encontram-se traduzidos em 17 países. A pesquisa minuciosa que realiza para cada um dos seus livros já a levou a visitar a Academia do FBI, em Quantico, a conviver com brigadas da polícia e a tirar a licença de detetive privado. Em 2007, foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela UNICEF.

A minha classificação: 5 – Bom.

Período de Leitura: De 14 a 18 de Fevereiro de 2013.

Os Autores nas estantes

Agatha Christie (7) Albert Camus (1) Alexandre Dumas (2) Almudena de Arteaga (2) Amalia Decker Marquez (1) Ana Cristina Silva (2) Andrea Vitali (1) Andy Tilley (1) Anita Notaro (1) Anna McPartlin (2) Annie Murray (2) Anthony Capella (1) Antonio Hill (1) Arthur Schnitzler (1) Arturo Perez - Reverte (1) Audrey Niffenegger (1) Ayelet Waldman (1) Boris Vian (1) Bram Stocker (1) Brian Freeman (1) Camilla Lackberg (6) Care Santos (1) Carlos Ruiz Zafón (2) Cecelia Ahern (1) Charlotte Brontë (1) Colleen McCulloug (3) Dan Brown (2) Daniel Silva (1) David Foenkinos (1) David Nicholls (1) David Safier (1) Dennis Lehane (1) Diane Setterfield (1) Donato Carrisi (2) Edith Wharton (1) Elizabeth Adler (1) Elizabeth Edmondson (1) Elizabeth Gilbert (1) Elizabeth Haynes (1) Elizabeth Hickey (1) Eloisa James (1) Eric-Emmanuel Schmitt (1) Fabio Volo (1) Florencia Bonelli (1) Franz Kafka (1) Fred Vargas (2) George Orwell (1) George R.R. Martin (1) Gustave Falubert (1) Guy de Maupassant (1) H.P.Lovecraft (1) Harlan Coben (2) Haruki Marukami (2) Henning Mankell (2) Henry James (1) Inês Pedrosa (1) Isabel Allende (3) Iza Salles (1) J.K.Rowling (1) James Thompson (2) Jamie Ford (1) Jane Austen (2) Jean Rhys (1) Jennifer Haymore (2) Jessica Bird (1) Jill Abramson (1) John Boyne (1) John Verdon (2) Jojo Moyes (3) Jonathan Santlofer (1) Joseph Conrad (1) José Rodrigues dos Santos (5) José Saramago (6) Jude Deveraux (2) Julia Navarro (1) Julie Garwood (1) Jô Soares (2) Júlio Magalhães (2) Karen Kingsburry (1) Kate Jacobs (1) Ken Follett (5) Lars Kepler (3) Leo Tolstoi (1) Lewis Carroll (1) Lisa Gardner (1) Lucinda Riley (2) Luís Miguel Rocha (4) Lívia Borges (1) Machado de Assis (1) Madeline Hunter (2) Marguerite Duras (1) Matilde Asensi (1) Michael baron (1) Miguel Sousa Tavares (1) Mo Hayder (1) Mário Vargas Losa (2) Nicholas Sparks (2) Nicky Pellegrino (1) Nicolas Barreau (2) Nora Roberts (4) Nuno Markl (1) Oscar Wilde (1) Paulo M. Morais (1) Philippa Gregory (3) R.J.Palacio (1) Ricardo Araújo Pereira (1) Ricardo Menendez Sálmon (1) Richard Zimler (1) Robert Louis Stevenson (1) Robert Wilson (1) Rosamund Lupton (2) Rosamunde Pilcher (1) Sandra Brown (2) Sandra Worth (1) Sara Rodi (1) Sarah Addison Allen (3) Slavomir Rawicz (1) Stefan Sweig (1) Stephen King (1) Stephenie Meyer (4) Steven Saylor (1) Stieg Larson (3) Susanna Kearsley (1) Susanna Tamaro (1) Tara Moss (1) Thomas Mann (1) Torey Hayden (1) Tracy Chevalier (2) WM. Paul Young (1) Wilkie Collins (1) Yann Martel (1) Yasunari Kwabata (1) Yrsa Sigurdardóttir (1) kate Morton (3)