Uma Biblioteca Aberta
24/01/2012
17/01/2012
A Rainha no Palácio das Correntes de Ar - Stieg Larsson
My rating: 4 of 5 stars
Razões da escolha do livro: Não queria terminar 2011 sem, pelo menos, pegar no último volume desta trilogia. E assim foi: peguei nele em 2011 e terminei-o em 2012! Para além disso, outra razão foi a curiosidade de saber como acaba esta trilogia.
Proveniência:A minha bibioteca.
A minha Opinião:
Mais um livro genial desta trilogia!!!
Neste último volume, Lisbeth Salander recupera dos ferimentos de que foi vítima aquando do seu confronto com o seu pai e irmão.
Impossibilitada de sair do hospital, vê-se encurralada e sem forma de lutar contra o pai que, curiosamente, se encontra no mesmo hospital e no mesmo piso em que Lisbeth se encontra internada.
Contudo, Lisbeth pode contar com diferentes amigos no exterior que, unidos, conseguem lutar contra a conspiração de que é vítima, entre eles está claro Mikael Bloomvist.
Ao mesmo tempo, Zalachenco e o irmão de Lisbeth, bem como a Sapo sueca movem esforços para aniquilarem Lisbeth e todos aqueles que a pretendem ajudar.
Numa luta contra o tempo, conseguirá Lisbeth livrar-se dos seus inimigos e ser considerada inocente?
Este é mais um livro em que as personagens são descritas de um modo coeso, realista e rico. As acções passam-se em diferentes locais e a narrativa não para, não havendo inclusivamente momentos mortos ( o que facilita e muito a leitura de cerca de 700 páginas!).
Recomendo sem reservas tanto este como os restantes volumes da Trilogia!.
O melhor: Lisbeth e Mikael: duas personagens com personalidades vincadas e com grande sentido de humor. Apesar de este ser o último livro publicado, este não deveria ser o último livro da saga contudo, chegamos ao final do livro e percebemos tudo, há respostas para tudo, nada é deixado ao acaso, as peças do puzzle encaixam perfeitamente.
O pior: Ser o último volume de uma trilogia que, supostamente, não deveria ser uma trilogia mas sim mais um volume dos 10 que o autor tinha pensado escrever antes de morrer. As personagens vão deixar saudades!!!!!
O Autor:
Stieg Larsson (1954-2004) foi jornalista e editor responsável da revista Expo. Foi um dos maiores peritos mundiais no estudo de movimentos antidemocráticos, de extrema-direita e nazis. Morreu subitamente, pouco tempo depois de entregar à sua editora sueca os três volumes da trilogia Millennium. Tragicamente, não viveu para assistir ao fenómeno mundial em que a sua obra se transformou.
A minha classificação: 6 - Muito Bom.
Período de Leitura: De 13 de Dezembro de 2011 a 13 de Janeiro de 2012.
31/12/2011
Balanço 2011!!!!
Este
foi mais um ano de óptimas descobertas literárias, de bons momentos
acompanhados por bons livros! Por isso, é essencial fazer um balanço do ano
2011, à semelhança do que tenho vindo a fazer desde que iniciei este blogue.
Devo
afirmar ainda que o ter criado este blogue foi uma óptima ideia que só me tem
dado alegrias e ainda mais ânimo para ler e partilhar leituras e todas as
emoções que me proporcionam. Aliás, foi sobretudo com esse propósito que o
criei e qual não foi o meu espanto este meu cantinho abriu-me as portas para
outros blogues semelhantes, para a busca de opiniões e de mais enriquecimento
no mundo da blogosfera!!!!´
Mas
nada seria o mesmo sem os meus seguidores, aqueles que acompanham sempre o
blogue, alguns que se tornaram, inclusivamente, amigos! Obrigado a todos e
também às Editoras que colaboram com “Uma Biblioteca Aberta” e que me ajudam a
ter acessso a mais e melhor literatura!!!!!
É
para vocês que faço este balanço e para mim claro para poder analisar a minha
evolução ao longo do tempo e se consigo ou não cumprir com os desafios que
coloco a mim própria para o próximo ano.
Aqui
vai então:
Os números…
Em
2011 li 36 livros (mais 3
do que em 2010). No que se refere à proveniência dos mesmos, 27 dos livros
lidos pertencem à minha biblioteca, 8 foram-me emprestados para ler pela minha
irmã e um foi-me emprestado por uma amiga. Ou seja, este ano consegui ler
muitos livros da minha biblioteca e espero continuar assim para o ano!
É
de salientar ainda que recebi de oferta
de editoras este ano 9 livros: um da Porto Editora, 3 da Editorial Planeta
e 5 da Editorial Presença. Destes nove livros já li 7, só me faltando ler dois.
Quanto
aos géneros literários li
maioritariamente romances (17), seguidos pelos policiais (9), 6 romances
históricos, 3 thrillers, e 1 de crónicas.
No
que se refere ao número de páginas lidas
em 2011 foram de, segundo a informação do goodreads, 12414 páginas (mais 1100
páginas do que em 2010!).
Quanto
às compras posso afirmar que este
ano foi a desgraça total lol: comprei nada mais nada menos do que 76
livros!!!!!
Os desafios…
Ora
bem quanto aos desafios de 2011 foram sobretudo dois: um no goodreads referente
ao número de livros a ler e um desafio literário conjunto com o Blogue “Refúgio
dos Livros”.
Quanto
ao primeiro, estabeleci a meta em 40 livros. Não atingi esse desafio,
ficando-me pelos 36 livros.
No
que se refere ao segundo desafio, que consistia em ler todos os meses um
determinado tema posso afirmar com orgulho que o consegui alcançar e foi muito
gratificante!! A lista referente a este desafio pode ser vista aqui.
TOP 10
À
semelhança dos anos anteriores, estabeleci o top 10 (atenção que não está por ordem de preferência!) dos dez melhores livros lidos
este ano. Foi uma escolha particularmente difícil porque este ano li muitos
bons livros mas aqui vai:
1 .O
Voyeur – Brian Freeman
2. Caim
– José Saramago
3. Catarina
de Aragão, a princesa determinada – Phillipa Gregory
4. Falta
de Provas – Harlan Coben
5. A
princesa de gelo – Camilla Lackberg
6. Pensa
num número – John Verdon
7. O
segredo da casa de Riverton – Kate Morton
8.
Um mundo sem fim – Ken Follett
9. Caderneta
de cromos – Nuno Markl
1 10. A
sul da fronteira, a oeste do Sol – Haruki Murakami
As
maiores revelações….
Este
ano foi particularmente rico em leituras de novos escritores que ainda não tinha
tido oportunidade de ler como Camilla Lackberg, Phillipa Gregory, Kate Morton,
Júlio Magalhães, Brian Freeman, Kepler, Harlan Coben, Jude Deveraux, Sandra
Brown, ou Lívia Borges (muito obrigada Lívia por ter confiado em mim e ter
enviado um exemplar para eu ler a “sua” Júlia Félix!).
Todos
estes escritores foram uma agradável surpresa e gostei muito dos seus livros e
pretendo segui-los com muita atenção em 2012!!!!
Nuno
Marll também adorei e arrancou-me grandes gargalhadas e foi um prazer ler a sua
caderneta de cromos! Em 2012, aguarda-me o “Caderneta de cromos Marte-ataca!”.
A
literatura nórdica surpreendeu-me este ano e em 2012 quero continuar a segui-la
de perto!
As maiores desilusões….
Posso
afirmar que foram quatro as desilusões deste ano: O artista da morte de Daniel silva (muito confuso, sem muita acção,
Os Pássaros da Morte de Mo Hayder
(pelas criticas, estava à espera de melhor. Será que li numa má altura?), Regras de Sedução de Madeline Hunter (
história repetitiva, sem acção e sem conteúdo) e O caderno da Morte de Jonathan Santlofer (acho que o facto de
existir um livro anterior a que é feita constante referência e que não li fez
com que não percebesse certas coisas e mesmo a história não é, a meu ver, das
mais apelativas).
Em 2012…
Bem
este meu balanço já está demasiado extenso e como tal vou abreviar o mais possível
as minhas intenções literárias para 2012.
Em
primeiro lugar pretendo ler 40 livros no próximo ano (espero conseguir!). Em
segundo lugar, pretendo comprar muitos menos livros (aliás fiz um acordo com o
meu pai em como só compro livros do Círculo de Leitores e na Feira do Livro).
Considero
importante ler os clássicos da literatura e, por isso, vou tentar ler alguns em
2012.
Vou
continuar a dar prioridade à minha biblioteca mas espero ler também muitos dos
meus pais e irmã e até da biblioteca municipal.
Espero
que as parcerias editoriais se mantenham e que consiga acompanhar a leitura dos
livros que me enviam e espero também que os passatempos aumentem aqui no blogue...
Não
posso deixar por isso de agradecer às editoras todo apoio concedido a este meu cantinho. Muito
obrigada!
Quero acompanhar também a literatura nacional com enfoque nos escritores José Rodrigues dos Santos, Júlio Magalhães e o meu muito querido José Saramago!!!!!E quem sabe se não descobrirei mais escritores lusos????
Quero acompanhar também a literatura nacional com enfoque nos escritores José Rodrigues dos Santos, Júlio Magalhães e o meu muito querido José Saramago!!!!!E quem sabe se não descobrirei mais escritores lusos????
Em
2012, “Uma Biblioteca aberta” e o blogue “Refúgio dos livros” estabeleceram
mais um desafio, desta vez dedicado aos escritores:
Janeiro: Kate Morton
Fevereiro: Camilla Lackberg
Março: Elizabeth Edmondson
Abril: Sandra Brown
Maio: Philippa Gregory
Junho: Ken Follett
Julho: José Rodrigues dos Santos
Agosto: Lars Kepler
Setembro: Agatha Christie
Outubro: Júlio Magalhães
Novembro: Jude Deveraux
Dezembro: Jane Austen
Espero
que este blogue tenha contribuído, mais um ano, para incentivar as vossas
leituras e para fazer da leitura um prazer inigualável!!!!!!
Desejo a todos os leitores
e amigos deste blogue um óptimo 2012 recheado de muitas leituras!!!!!!!!!!!!!!
27/12/2011
Caim - José Saramago
My rating: 5 of 5 stars
Razões da escolha do livro: Desafio Dezembro – Livro de Bolso.
Proveniência: a minha biblioteca.
A minha Opinião:
Filho primogénito de Adão e Eva segundo o Antigo Testamento da Bíblia, Caim sentiu ciúmes por Deus ter preferido as ofertas feitas pelo irmão mais novo, Abel, e matou-o, cometendo o primeiro homicídio na história da Humanidade. Este é o início do livro, a premissa que nos guiará ao longo de toda a leitura.
Depois de cometer este homicídio, Caim recebe a visita de Deus, que o marca na cabeça para toda a vida, fazendo com que seja reconhecido aonde quer que vá, representando uma marca do seu pecado. A partir daí assistimos a um "confronto" entre Deus e Caim.
Caim foge da sua terra e no seu percurso depara-se com diferentes momentos bíblicos do Antigo Testamento (como o episódio da Torre de Babel, da Arca de Noé, do episódio entre Abraão e Ismael, a destruição de Sodoma e Gomorra). Ao longo de todo o caminho deparamo-nos, por um lado, com a visão de Caim e, por outro, a visão de Deus.
Deus é retratado neste livro como uma entidade má e vingativa, nada coincidente com a imagem que temos d'Ele do Novo Testamento.
A descrição dos episódios bíblicos, elaborados sob o olhar de Caim (que afinal cometeu o primeiro homicídio da humanidade) é muito interessante porque afinal leva-nos a repensar um pouco como será realmente Deus? Que poder teria?
Com este livro tomei conhecimento de muitos factos da História do Antigo Testamento que não conhecia e os que conhecia foram colocados em dúvida.Apesar de ser católica, julgo importante ler e reflectir sobre o papel de Deus e sobre a evolução da Humanidade.
E tal como refere José Saramago na contracapa este poderia ser o resumo do livro:”A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele”.
Mais um livro extraordinário e único de José Saramago que, para além da escrita rica, nos surpreende com temas actuais e, inclusivamente, polémicos!!
Fiquei super curiosa para ler "Evangelho segundo Jesus Cristo" que ainda tenho que adquirir e que, ao contrário de "Caim" se refere ao Novo Testamento. Seria muito interessante comparar os dois livros!!!
Adorei e dá muito que pensar...Aliás como já é habitual com os livros deste escritor!!!!
O melhor: A capacidade de José Saramago nos deixar a pensar em coisas ou factos que nós pensávamos não termos dúvidas. A escrita inigualável deste escritor!!!!
O Pior: A História entre Abraão e Ismael que me chocou bastante! Como pode Deus pedir a um pai que mate o próprio filho para provar a sua fé?
O autor:
Prémio Nobel da Literatura 1998.
Consagrado escritor português, José Saramago nasceu a 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, no concelho da Golegã.
Ficcionista, cronista, poeta, autor dramático, coube-lhe a honra de ser o primeiro autor português distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998, consagrando, no seu nome, o prestígio das letras portuguesas contemporâneas além-fronteiras.
José Saramago é comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada desde 1985 e cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas desde 1991. Para além do prémio Nobel, foi galardoado com o Prémio Vida Literária, atribuído pela APE, em 1993, e com o Prémio Camões, em 1995. Em 1999 foi doutorado honoris causa pela Universidade de Nottingham, em Inglaterra, e em 2000 pela Universidade de Santiago, no Chile; e, em 2004, pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e pela Universidade de Charles de Gaulle-Lille III, em França.
Morreu a 18 de junho de 2010, aos 87 anos, na sua residência na localidade de Tías, em Lanzarote, nas Canárias.
A minha Classificação: 7 – Excelente!
Período de Leitura: De 6 a 13 de Dezembro de 2011.
Etiquetas:
Caim,
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Leituras 2011,
Livros Lidos,
Livros lidos meus
21/12/2011
20/12/2011
O Voyeur - Brian Freeman
My rating: 5 of 5 stars
Razões da escolha do livro: Livro oferecido pela Editorial Presença! Brian Freeman é um escritor que nunca tinha lido por isso despertou-me a curiosidade. Mais um policial!!!
Proveniência: Editorial Presença/ a minha biblioteca.
A minha Opinião:
O ponto de partida deste livro é um crime que ocorreu há 30 anos e que ficou por resolver….A vítima, Laura, é cunhada do inspector Stride e este não descansa enquanto não o resolver depois do regresso de Tish, a melhor amiga de Laura.
Passado e presente entrecruzam-se durante toda a narrativa, ora com excertos do livro que Tish está a escrever sobre o crime, ora no presente em que Brian Freeman descreve a vida das personagens passado tanto tempo dos acontecimentos.
O Inspector Stride tem Serena, a sua namorada, e Maggie, a sua companheira de trabalho, para o ajudar na investigação e todos têm marcas profundas do passado que os influenciam no presente, sobretudo nas suas personalidades e no seu modo de ver a vida e orientar a investigação.
Este livro aborda não só esta investigação como também o caso de um voyeur que observa jovens raparigas loiras na calada da noite…E se ambos os casos estiverem correlacionados???
Mais uma vez, num policial, o cariz psicológico é determinante e nem tudo o que parece é….
É um livro repleto de mistério, suspense, tensão, surpresa, características fundamentais de um bom policial!!!!
Aconselho vivamente e espero, no futuro, ler os restantes livros do autor!
O melhor:
As reviravoltas e as surpresas que nos surpreendem ao longo de todo o livro.
O modo inteligente, prático e realista com que Brian Freeman descreve as personagens e os ambientes!
O Pior: Não conseguirmos largar o livro! Por isso, não há nada de mau no mesmo.
O autor:
Brian Freeman é um conceituado autor de romances policiais. Iniciou a sua carreira de escritor aos 41 anos com a obra Segredos Imorais, galardoada com o Macavity Award para melhor primeiro romance e finalista de outros prémios tão prestigiosos quanto o Edgar Award, o Dagger Award, o Anthony Award e o Barry Award. O seu segundo livro, Cidade Inquieta, foi alvo das mais elogiosas críticas e considerado um dos melhores policiais do ano da sua publicação pelo South Florida Sun Sentinel. Perseguida, o seu terceiro romance, recebeu igualmente a aclamação unânime do público e da crítica. As suas obras, caracterizadas por um intenso suspense psicológico, tornam-se invariavelmente bestsellers internacionais, e Freeman é hoje considerado a par de nomes como Hitchcock, Chandler, Ellroy ou Harlan Coben.
A minha Classificação: 7 – Excelente!
Período de Leitura: De 30 de Novembro a 6 de Dezembro de 2011.
06/12/2011
Pensa num número - John Verdon
My rating: 4 of 5 stars
Razões da escolha do livro: Livro oferecido pela Porto Editora! Outra razão foi as óptimas opiniões que tenho lido sobre o livro!
Proveniência: Porto Editora/ a minha biblioteca.
A minha Opinião:
A premissa do livro: bilhetes anónimos a pedir para pensar num número de um a mil….O receptor da mensagem pensa e quem envia manda nova mensagem em que demonstra que adivinhou no número escolhido…
Coincidência? Capacidades paranormais? Quem poderá conhecer tão bem as pessoas chegando ao ponto de adivinhar o número em que pensam?
Gurney, reformado da polícia de Nova Iorque, vê-se confrontado com este enigma, quando um amigo dos tempos da universidade recebe estas mensagens e pede-lhe ajuda para descobrir quem está por detrás desta maldade…
Devido ao seu fascínio por mistérios e quebra-cabeças, Gurney acaba por aceitar esta investigação e tudo muda quando surgem vários crimes…E o que os relacionam? As mensagens anónimas…
É um policial intenso, tal como eu gosto: muitas mortes, crimes aparentemente indecifráveis, com muito mistério e suspense do principio ao fim, não menosprezando outro factor importante: a psicologia subjacente!
Este factor psicológico acompanha-nos ao longo de todo o livro: desde o passado de Gurney (a infância e um acontecimento que o marcou profundamente), passando pelo passado do assassino e todas as suas psicoses!
A escrita é excelente e as descrições tanto dos locais como das personagens são extremamente ricas!
É um livro muito bom que recomendo sem reservas!
O melhor: a personagem Hardwick – com um acentuado sentido de humor. As descrições das personagens, com todos os seus segredos, as formas de verem a vida, defeitos e virtudes. A esposa de Gurney que o ajuda bastante com a sua forte capacidade intuitiva. O suspense do principio ao fim!
O Pior: A personagem Rodriguez.
O autor:
John Verdon trabalhou durante vários anos como diretor criativo em agências de publicidade de Manhattan. Logo após o 11 de setembro de 2001, mudou-se para uma pequena localidade no Norte do estado de Nova Iorque, onde se dedica à escrita a tempo inteiro.
Pensa num Número, o seu romance de estreia, encontra-se publicado em 24 países.
A minha Classificação: 6 – Muito Bom.
Período de Leitura: De 14 a 30 de Novembro de 2011.
28/11/2011
A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol - Haruki Murakami
A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol by Haruki MurakamiMy rating: 4 of 5 stars
Razões da escolha do livro: Desafio mês de Novembro – Haruki Murakami
Proveniência: A minha biblioteca.
A minha Opinião:
Haruki Murakami dá-nos sempre que pensar. Os livros deste escritor, na minha opinião, são sobre a condição humana através de coisas simples da vida quotidiana, alternadas com um pouco de magia ou fantasia.
Neste livro o elemento magia/fantasia não está incluído o que achei muito curioso. É um livro mais realista, cuja história poderia acontecer a qualquer um…
Esta é uma história de amor, contada na primeira pessoa, pela voz de Hajime.
O livro inicia-se pelo nascimento de Hajime e este vai contando a sua vida de criança, de adolescente e de adulto focando, sobretudo, a sua vida amorosa e como ao longo dos anos a sua visão do mundo e do amor se vai modificando.
Durante a infância, Hajime conhece Shimamoto e rapidamente se tornam amigos inseparáveis e entre eles nasce uma história de amor tendo como tema de fundo a canção “ A sul da Fronteira a Oeste do Sol”( no original “South of the border, west of the Sun” de Nat King cole) . Contudo, o destino faz com que os dois se separem e sigam vidas separadas durante vinte anos.
Passados vinte anos, já depois de Haijime ter prosseguido a sua vida (sem todavia se ter esquecido dos momentos vividos com Shimamoto estabelecendo sempre comparações entre as relações que tem ao longo da vida com a que teve com ele) os dois reencontram-se e nada é como antes. A chama do desejo e do amor continuam acessas pelos menos para Hajime mas Shimamoto tem uma vida misteriosa e incerta pautada por desaparecimentos repentinos.
A meu ver este livro dá que pensar e coloca questões como: será que o destino nos prega partidas para vermos o que realmente vale a pena e o que não vale? Devemos antes preservar o que temos como certo em detrimento do incerto apesar da aventura e do amor que está subjacente? Temos a capacidade de mudar a nossa vida? E se a mudarmos teremos a certeza que será para melhor?
Para além da questão da mudança, o título do livro tem um significado especial que ficamos a conhecer ao longo do livro: duas pessoas que se amam são, no fundo tão diferentes que as suas personalidades se situam em lados opostos: um a sul da fronteira, outro a oeste do sol….
Gostei muito deste livro e da filosofia subjacente apesar de ter um final que fica em aberto….
O melhor: À semelhança do que acontece em “Sputnik, meu amor” a personagem principal adora ler e eu identifico-me com essa característica, As filosofias subjacentes ao livro.
A escrita do autor.
O Pior: O final que fica em aberto apesar de ser lindíssimo.
A autora/o autor:
Haruki Murakami, de quem a Casa das Letras editou Kafka à Beira-Mar (com mais de 15 mil exemplares vendidos) e Sputnik, Meu Amor, é um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgados em todo o mundo sendo, simultaneamente, aplaudido pela crítica, que o considera um dos «grandes romancistas vivos» (The Guardian) e a «mais peculiar e sedutora voz da moderna ficção» (Los Angeles Times).
Nasceu em Quioto, em 1949. Estudou teatro grego antes de gerir um bar de jazz em Tóquio, entre 1974 e 1981. Além de Sputnik, Meu Amor, Kafka à Beira-Mar, Dance, Dance, Dance e A Wild Sheep Chase, que recebeu o Prémio Noma destinado a novos escritores (a editar brevemente pela Casa das Letras), Murakami é ainda autor, entre outros, de Hard-boiled Wonderland and the End of the World (distinguido com o prestigiado Prémio Tanizaki) e, mais recentemente, de Blind Willow, Sleeping Woman, a sua terceira colectânea de contos, distinguida com o Frank O'Connor International Short Story Award.
A minha Classificação: 6 – Muito bom
Período de Leitura: De 14 a 22 de Novembro de 2011.
Wishlist do autor:
Num mundo aparentemente normal e de contornos reconhecíveis, movem-se
duas personagens centrais: Aomame, uma mulher independente, professora
de artes marciais, e Tengo, professor de matemática. Os dois estão quase
a entrar na casa dos trinta anos, têm vidas solitárias e ambos se dão
conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão
fatalmente a um destino comum. Falta dizer que tanto um como outro são
mais do que parecem: a bela Aomame, nas horas vagas, é uma assassina que
mata as suas vítimas sem deixar vestígios, levando toda a gente a
pensar que morreram de morte natural; o apagado Tengo, um escritor em
construção a quem o editor, Komatsu de seu nome, encarregou de trabalhar
na revisão de A Crisálida de Ar, obra prometedora, nascida da imaginação (ou talvez não...) de uma adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri.
Ambientado numa atmosfera japonesa, mas com um pé no noir
americano, Murakami tece uma história detectivesca onde a realidade é
palpável, dura e fria, e seria a verdade de qualquer um, não fosse um
leve pormenor: é uma realidade absolutamente fantástica. Um publicitário
divorciado, que tem um caso com uma rapariga de orelhas fascinantes,
vê-se envolvido, graças a uma fotografia publicitária, numa trama
inesperada: alguém quer que ele encontre um carneiro! Mas não é um
carneiro qualquer. É um animal que pode mudar o rumo da história. Um
carneiro sobrenatural…
Murakami dá a esta estranha história um tom que só um oriental pode imprimir a uma crença, fazendo-a figurar como um facto da realidade. Coloca, de uma forma genial, a fantasia na aridez do mundo real.
Murakami dá a esta estranha história um tom que só um oriental pode imprimir a uma crença, fazendo-a figurar como um facto da realidade. Coloca, de uma forma genial, a fantasia na aridez do mundo real.
Num sufocante dia de Verão, um advogado põe-se à procura do seu gato e
dá de caras com uma estranha rapariga num jardim abandonado nas
traseiras de casa. Mais adiante, as dores provocadas a meio da noite
pela fome levam um jovem casal de recém-cadasos a fazer uma incursão
nocturna e a assaltar um McDonald’s para conseguir deitar a mão a trinta
hambúrgueres Big Mac, realizando assim um secreto desejo que já vinha
dos tempos da adolescência. Um homem fica obcecado pela misteriosa e
incrível saga de um elefante que se desvanece em fumo e desaparece da
noite para o dia sem deixar rasto. Sem esquecer as confidências de uma
mulher casada e jovem mãe com insónias que passa as noites em claro, a
ler Tolstoi, e acorda para a vida num mundo indefinido de
semiconsciência em que tudo se afigura possível - até mesmo a morte.
Ao longo de dezassete pequenas histórias aparentemente banais, das muitas que povoam o nosso quotidiano, Haruki Murakami transporta o leitor à dimensão paralela de um imaginário delicioso e bizarro ao mesmo tempo, percorrendo um Japão que tem tanto de nostálgico como de moderno. »Muitas vezes divertidos, sempre comoventes», os dezassete contos desta colectânea são prova da extraordinária capacidade narrativa de Haruki Murakami.
Ao longo de dezassete pequenas histórias aparentemente banais, das muitas que povoam o nosso quotidiano, Haruki Murakami transporta o leitor à dimensão paralela de um imaginário delicioso e bizarro ao mesmo tempo, percorrendo um Japão que tem tanto de nostálgico como de moderno. »Muitas vezes divertidos, sempre comoventes», os dezassete contos desta colectânea são prova da extraordinária capacidade narrativa de Haruki Murakami.
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas
estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do
romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de
mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos,
perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo
pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho
acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da
sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.
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