No final de abril, surgiu a Coolbooks (www.coolbooks.pt), uma
nova chancela do Grupo Porto Editora que tem como objetivo dar a conhecer novos
autores de língua portuguesa, editando – em exclusivo – em suporte digital. Os
primeiros sete livros estão disponíveis e o top de vendas da WOOK.pt já o
reflete.
Os romances A chama ao vento, Manhã clara, O cliente de
Cascais, O pianista e a cantora, o livro de contos Sudoeste, e duas obras
juvenis (O jogo da meia-noite e A hora da hipnose), são as primeiras apostas.
Coolbook em Destaque:
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Formato: Ebook | Preço: 4,99€ | Págs:158 |
Há vinte anos, um acidente na Estada Marginal, em Cascais, mata o filho de um juiz. António Palma, um antigo inspetor da Polícia Judiciária, é agora contratado para investigar a título privado o que realmente aconteceu, na sequência de uma denúncia anónima que aponta para uma conspiração para assassinar o jovem. A investigação torna-se arriscada com a entrada em cena de dois marginais extremamente perigosos, um dos quais originário do Leste europeu, que colocam em risco a vida do ex-inspetor e da mulher que ama. Simultaneamente, António Palma é confrontado com novos dados sobre os factos que levaram ao seu afastamento da Polícia, inculpado por um ato interno que teria tido como fim afastá-lo, por alguma razão que ignorava. Quem terá estado por detrás da morte daquele jovem, vinte anos atrás? Qual o móbil para tão estranho crime? O Cliente de Cascais traz-nos um retrato fiel da geração que ainda participou na guerra colonial e mostra-nos com um ato distante no tempo, afeta de forma trágica o futuro de duas famílias.
O AUTOR
José Filipe nasceu em 1953, numa aldeia a poucos quilómetros das Caldas da Rainha. Cresceu com a guerra colonial no horizonte e frequentou o ensino técnico de um país pobre, com um sistema educativo elitista. Resolvida a questão da guerra colonial com o início de um ciclo político que está agora a findar, aos vinte anos era para ele tempo de «acreditar» que poderia escrever o grande romance português do século XX. Cedo entendeu que o que fazia sentido era a vida real, por isso abandonou a ideia de escrever ficção. Mais de trinta anos depois, decidiu responder ao apelo da escrita.
Com o peso da realidade a colocar em causa o papel da sua geração, e com a sobrevivência de muitos dos que partilharam esses tempos em causa, não tem remorsos das decisões que tomou.
Hoje vive na Parede, concelho de Cascais, perto do mar que revisita todos os dias, fundamental para o seu próprio equilíbrio.
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